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Tinzo — Dark Synthwave no Book Club Radio

·476 palavras·3 minutos

Tinzo levou uma seleção particularmente escura ao Book Club Meeting #22. São cerca de 79 minutos de dark synthwave, gravados no 99 Scott, em Brooklyn, com a DJ no centro de uma pista cheia e iluminada quase sempre de vermelho.

A sessão aconteceu a 26 de outubro de 2024, durante a festa temática Haunted House, e foi publicada pelo Book Club Radio no Halloween. O cenário encaixa na música, mas este set merece ser ouvido para lá da componente visual.

Tinzo a atuar no Book Club Radio sob iluminação vermelha

Tinzo em modo dark
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Tinzo é uma presença regular no Book Club Radio e os seus sets passam por várias áreas da música de dança, incluindo house e trance. Desta vez, a seleção aproxima-se do darkwave, synthpop, indie dance e electro, sempre com sintetizadores em destaque e uma estética gótica assumida.

O Book Club Radio nasceu em Nova Iorque, em 2023, como canal de YouTube e festa. A ideia do projeto é simples: menos atenção aos telemóveis e ao DJ, mais atenção à música e a quem está na pista. Tinzo mistura ao nível do público, enquanto a câmara mostra a pista, os figurinos de Halloween e as reações à sua volta. A iluminação vermelha e o movimento constante dão à gravação o ambiente coletivo que marca o formato do Book Club Radio.

Do darkwave à pista
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O alinhamento abre com “HAHA”, de Charlotte Adigéry e Bolis Pupul. A voz repetitiva e desconfortável dá logo o tom, sem lançar o set diretamente para uma sequência de batidas pesadas. “Butterfly”, de Léonie Pernet, e “A Chant For U”, dos Cosmetics, mantêm esse arranque frio e sintético.

A intensidade vai subindo aos poucos. Tinzo passa por faixas de Chinaski, Red Axes, Yan Wagner e Jennifer Touch antes de levar a seleção para uma zona mais física, com Terr, Local Suicide, Curses e DJ Hell. Apesar do ambiente carregado, o set nunca fica preso à mesma fórmula. Há momentos mais lentos e hipnóticos, outros claramente feitos para puxar pela pista, e as mudanças de velocidade não cortam o fio à seleção.

“The Devil’s Dancers”, dos Oppenheimer Analysis, é uma das escolhas que mais se destaca. A faixa de minimal synth britânico aparece entre produções recentes sem soar deslocada. Já perto do fim, “megapunk”, de Ela Minus, mantém a pulsação crua, antes de “The Real Life”, de Raven Maize, fechar com uma energia mais aberta.

É aí que o set funciona melhor: tem uma identidade clara, mas continua a ser música escolhida para uma pista de dança. A etiqueta dark synthwave ajuda a situá-lo, embora as 24 faixas percorram um território bastante mais amplo.

Ver o set completo
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O vídeo inclui capítulos e o alinhamento completo das 24 faixas. É uma boa forma de descobrir artistas ligados ao darkwave, synthpop, indie dance e electro, ou simplesmente para ouvir Tinzo durante 79 minutos num registo bem mais escuro.